Está em tramitação no Congresso Nacional um projeto de lei que obriga as operadoras de TV por assinatura a destinarem uma parte considerável de sua programação a conteúdo nacional. As operadoras reagiram e lançaram uma campanha (no estilo CANSEI de se rebelar) que tenta convencer os assinantes de que isto não é bom.
Resta saber para quem não é bom।
*Mas em se falando no CANSEI, acho que o pessoal não é muito de trabalhar não, pois até o blog já está desativado. Se bem que ele durou mais que o Movimento. Mas, retornando ao assunto das TV's, de acordo com o projeto, 50% de sua programação total e 10% do conteúdo de cada canal deverá ser destinado a programas nacionais, made in Brazil। A ABTA - Associação Brasileira de TVs por Assinatura, logo lançou uma campanha "Eu pago, eu escolho o que devo assistir", eles usam o argumento de que isto agride a liberdade de escolha do assinante। Como se algum assinante tivesse liberdade para escolher, nós assinantes não temos liberdade de escolha. o que existem são pacotes pré-formatados que eles disponibilizam a preços altos, com alguns poucos canais interessantes e muitos canais praticamente inúteis. Na verdade, assistimos mesmo pagando, o que eles nos impões e só.
Como de praxe, logo eles lançaram um
site e lá mesmo se percebe que não é questão de defender a liberdade de escolha do assinante, vê-se claramente no quadro onde se dá "nome aos bois" a quem é
CONTRA e quem é a FAVOR. É muito estranho que somente deputados do DEM (ex-PFL - o mesmo partido do César Maia que não contrai denque) e do PSDB estejam a favor. E claro as operadoras
SKY e
Net não poderiam deixar de marcar presença, já que 80% das suas grades de programação são com programas e filmes (os chamados enlatados) importados.
O que está em jogo não é a liberdade de escolha। Qualquer assinante sabe disto. Ate porque nós assinantes não temos liberdade de escolha nenhuma. Existem pacotes pré-formatados que eles disponibilizam a preços pouco acessíveis, com alguns poucos canais interessantes e muitos canais praticamente inúteis. Sem falar que parte considerável da grade de programação é ocupada por reprises. Mas pelo que parece, a última coisa que o movimento da ABTA quer é a tal "liberdade na tv". A não ser que seja liberdade para eles fazerem a programação do jeito que bem entenderem e cobrando da forma como eles acharem justa.
Mas em contra-partida acho que a TV aberta brasileira precisa URGENTEMENTE se adaptar e começar a exibir programas com qualidade (e olhe que não é ironia com o
Q da Globo não).
As TVs, principalmente as TVs abertas deveriam, antes de tudo, mostrar como paixão nacional a educação, programas educativos, e não fazer como a
Hebe que na última segunda-feira, entrevistava, exibia medindo e comentava picantemente o bum bum da
mulher melância.
Mas que falta de pauta Dona Hebe.
Bem, gosto é gosto, a melância dá um bom suco sim, mas denominar de paixão nacional é realmente um absurdo। É por isso que se você fizer uma
pesquisa de imagens no Google verá que o resultado é de 70% de bundas. O governo gastando dinheiro em campanhas contra a exploração da imagem da mulher brasileira, e as TV's, produtoras, e similares lançando comerciais vendendo carros, cerveja, imóveis, dentre outros produtos exibindo as curvas da brasileira.
Ai fica difícil. Acho que ainda restou um tiquinho do "Cansei" e aí, põe "paixão nacional" para o povo ver, porque assim o povo nao terá cultura e sem cultura fica mais fácil de ser dominado.